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Quem Somos Os Que Aqui Estamos? – INTRUSOS E PERTURBAÇÕES,

05 Mar - 30 Abr

Na exposição INTRUSOS E PERTURBAÇÕES, de Daniel Maciel e João Gigante pretende-se sublinhar na fotografia documental e vernacular todos estes sinais de uma vida que insiste em não se permanecer em pano de fundo. Desafiando, assim, o papel da fotografia enquanto captura do presente; assumindo-a, neste contexto, como testemunho de um processo em curso.

PROGRAMA

5 de março

. 17:30h

Lançamento do programa e apresentação da AO NORTE

. 18h00

Inauguração QUEM SOMOS OS QUE AQUI ESTAMOS? – INTRUSOS E PERTURBAÇÕES

De Daniel Maciel e João Gigante

O trabalho no terreno desenvolvido no projeto Quem Somos Os Que Aqui Estamos? é marcado por uma negociação com o outro, posicionando o espaço expositivo enquanto campo relacional. O processo de trabalho em pesquisa e criação visual encontra-se, aqui, com formas de fazer, moldagens em curso, (re)adaptações contínuas no quotidiano encaminhadas pelas limitações do possível e do disponível.

Na exposição INTRUSOS E PERTURBAÇÕES, pretende-se sublinhar na fotografia documental e vernacular todos estes sinais de uma vida que insiste em não se permanecer em pano de fundo. Desafiando, assim, o papel da fotografia enquanto captura do presente; assumindo-a, neste contexto, como testemunho de um processo em curso.

12 de março

. 17h30

ENCONTROS QUINZENAIS 1

AO NORTE – PRODUÇÃO DOCUMENTAL

A AO NORTE é uma associação de produção audiovisual, dedicando também parte da sua atividade à produção ou apoio à produção de documentários. O Homem do Cinema é resultado da atividade da produtora Fora de Campo, tratando-se de um documentário biográfico focando a vida e obra de Jean-Loup Passek, o fundador do Museu do Cinema em Melgaço.

Filme:

“O Homem Do Cinema”, de José Vieira

PT, 2025, 51′

Documentário produzido pela AO NORTE com a Fora de Campo Filmes, sobre a vida e obra de Jean-Loup Passek, colecionador cinéfilo, um dos fundadores do Festival de La Rochelle, e fundador do Museu de Cinema de Melgaço.

Convidados: Miguel Arieira e Daniel Deira (ex-alunos ESMAD/IPP e membros da equipa de rodagem)

Miguel Arieira (1987) é licenciado (2010) em Tecnologia da Comunicação Audiovisual (área vídeo), pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Instituto Politécnico do Porto. Desde 2010 participa em projetos como freelancer para cinema, televisão e publicidade. Colabora com a AO NORTE desde 2012, participando na realização e produção de documentários e conteúdos audiovisuais, organização de festivais de cinema, bem como no trabalho formativo em escolas. Na área da literacia para o cinema orienta, há 12 anos, atividades formativas desenvolvidas pela AO NORTE.

Daniel Deira (1982) é licenciado em Tecnologia da Comunicação Audiovisual pela Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo do Instituto Politécnico do Porto. Possui ainda formação superior na área da engenharia. Com especial interesse pelo som é nesta área que se especializa, nomeadamente na captação e pós-produção áudio. Colabora regularmente com a AO NORTE – Associação de Produção e Animação Audiovisual desde 2013 e trabalha também noutros projetos, não só na área de som mas também como operador de câmara.

26 de março

. 17h30

ENCONTROS QUINZENAIS 2

AO NORTE – PESQUISA NO CINEMA E AUDIOVISUAL

A AO NORTE acolhe, na sua composição, o Grupo de Estudos em Cinema e Narrativas Digitais, coordenado por José da Silva Ribeiro. Nas atividades deste grupo incluem-se o desenho de uma rede de colaboração de pesquisadores iberoamericanos, o acolhimento de diversas linhas de pesquisa, o estabelecimento de protocolos entre a AO NORTE e diversas instituições do ensino superior e centros de pesquisa e, também, a organização de cursos, encontros, e outras atividades de pesquisa, nas quais se destacam o curso Fora de Campo e o curso Autobiografias: Antropologia, Cinema e Educação.

Filme:

“São Paulo, Sociedade Anônima”, de Luiz Sérgio Person

BR, 1965, 107’

A história acontece no momento da euforia económica provocada pela instalação de indústrias automobilísticas estrangeiras no Brasil, no final dos anos 50. Conta a história de Carlos (Walmor Chagas), um jovem da classe média paulistana, que ingressa numa grande empresa. Logo depois, ele aceita um cargo numa fábrica de auto-peças, da qual se torna gerente, e cujo patrão comete fraude fiscal e tem várias amantes. A certa altura, Carlos é um chefe de família que trabalha muito, ganha bem, mas vive insatisfeito.

Convidado: Sérgio Rizzo

Sérgio Rizzo, jornalista, é doutorado em Audiovisual pela Universidade de São Paulo. Trabalha como crítico de cinema do jornal “O Globo”, membro do comité de seleção do É Tudo Verdade — Festival Internacional de Documentários, professor no Centro Universitário FAAP e na FIA Business School. Realizou os documentários “Passo” (2018), “Doar” (2024) e “Video Connection” (2025), o segmento brasileiro de “A Living Tree, Means a Living Planet” (2019), e a série de TV “Idade Mídia” (2022-2023). Foi também guionista dos documentários “Descarte” (2021) e “Comida Para Quem Precisa” (2024), e da série de TV “Casas Flutuantes com Amyr Klink” (2025).

 

9 de abril

. 17h30

ENCONTROS QUINZENAIS 3

AO NORTE – CINEMA E EDUCAÇÃO

O trabalho desenvolvido com a AO NORTE no plano educativo é multifacetado, e está enquadrado numa série de iniciativas programadas ao longo do ano letivo, englobadas no programa Escolas Em Grande Plano. Uma das vertentes do Escolas em Grande Plano é o desenvolvimento de hábitos de cinema e de análise fílmica entre alunos e professores em Viana do Castelo. Neste encontro, irá ser programado um filme e discutida a importância do cinema nas escolas e na formação.

Filme:

“Os Piores”, de Lise Akoka e Romane Gueret

FR, 2022, 99’

Convidado: Felipe M. Guerra

Felipe M. Guerra é jornalista e cineasta nascido no Brasil. Tem Mestrado em Comunicação Audiovisual pela Universidade Anhembi Morumbi (São Paulo) e em Comunicação e Gestão de Indústrias Criativas pela Universidade do Porto. Como realizador, iniciou a sua carreira com filmes independentes produzidos em vídeo na década de 1990. Desde então, aventurou-se por vários géneros (horror, comédia, documentário) e teve os seus trabalhos exibidos em festivais como Fantasporto, em Portugal, e Sitges, em Espanha. Entre 2014 e 2019 foi gerente e programador da sala de cinema do Cine Santander Cultural, uma das mais importantes do Sul do Brasil. Radicado em Portugal desde 2019, Felipe integra a equipa de formadores dos projetos CINEpoesia e Os Lumière na Sala de Aula, desenvolvidos pela AO NORTE, Associação de Produção e Animação Audiovisual.

23 de abril

. 17h30

ENCONTROS QUINZENAIS 4

AO NORTE – DOCUMENTÁRIO E TERRITÓRIO

Sessão de encerramento programada por Patrícia Nogueira, a partir da seleção de um documentário.

A AO NORTE desenvolve um programa diversificado no Alto Minho, no qual se incluem o festival MDOC (2014-2025); os programas Cartografia Afetiva e Fotomemória; e mostras de cinema ao ar livre e em outros contextos fora da sala de cinema. Estas atividades compõem uma ocupação do território, que a AO NORTE desenvolve usando a linguagem documental, cruzando o trabalho antropológico com a criação audiovisual.

Filme:

“Astrakan 79”, de Catarina Mourão

PT, 2023, 64’

Astracã é a cidade russa, 1979 o ano recordado. Um ano e meio e uma viagem que abarca muitos quilómetros percorridos, de Moscovo ao Mar Cáspio, até ao Azerbaijão. O início da jornada é a busca por um porto seguro. Os pais de Martim, de 15 anos na altura, são militantes do Partido Comunista e veem a União Soviética como ideal a aspirar. Aos 57 anos, Martim recorda a clandestinidade, os estudos e as paixões deixadas para trás e o ideal perdido no tempo.

Convidada: Patrícia Nogueira

Patrícia Nogueira é Professora Auxiliar de Cinema na Universidade da Beira Interior e Investigadora integrada no LabCom. Doutorou-se em Media Digitais pelo programa internacional UT Austin-Portugal, com especialização em Criação Audiovisual e de Conteúdos Interativos, e com mestrado em Fotografia e Cinema Documental. Em 2015 esteve em residência no National Film Board do Canadá e, em 2016, foi visiting scholar no Departamento de Cinema da Universidade de Texas em Austin. Começou a trabalhar na indústria cinematográfica em 2004, na produção de longas-metragens de ficção e desde 2010 que se dedica ao documentário, realizando projetos próprios. Serve como júri em concursos do ICA e em diversos festivais de Cinema. É codirectora do Festival Internacional de Documentário MDOC e do grupo de investigação CCVA – Cinema and Contemporary Visual Arts, na NECS. Os seus interesses de investigação centram-se em todas as formas de documentário – autoral, experimental, interativo, expandido –, em Teorias Feministas do Cinema e em Cultura Digital.

 

 

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Detalhes

Local

  • Centro de Cultura Politécnico do Porto